O corpo de Karina del Pozo foi encontrado com sinais de golpes na cabeça
e de estrangulamento após uma busca de vários dias realizada por seus
familiares.Cinco jovens que participaram de um evento social com Karina na noite do
crime estão presos. Segundo depoimentos prestados às autoridades e
vazados para a imprensa, acredita-se que três deles tivessem ligação
direta com o crime.O jornal equatoriano El Universal diz que um dos acusados,
identificado como Geovanny P., teria dito a seus amigos ''querem ver
como se mata uma prostituta?'' e, em seguida, começado a golpear a
cabeça da jovem.
O caso teve ampla repercussão, entre outros
motivos, por sua ampla difusão pelas redes sociais do país. A família de
Karina del Pozo, morta em Quito no dia 20 de fevereiro, tem organizado
várias passeatas desde sua morte como forma de protesto e
conscientização para o problema da violência contra a mulher no país.
José Luis del Pozo, primo de Karina, acredita
que a divulgação do caso pelas redes sociais e pelos meios de
comunicação do país foram importantes para chamar a atenção sobre o
problema.
''Acreditamos que este caso padrão servirá para
que venham à tona outros casos que estão arquivados'', disse, em
entrevista à BBC.
Muitos familiares de outras mulheres
assassinadas no país aderiram às manifestações; outras estão sendo
planejadas para os próximos dias.

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